Resenha: O Oceano no Fim do Caminho

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Se pudéssemos de alguma forma reviver nossa memoria fantasiosa de quando eramos crianças, provavelmente não estaríamos muito distantes de nos sentarmos em frente a um lago/oceano revivendo nossos medos, nossos monstros e nossas heroínas como o personagem principal de O Oceano no Fim do Caminho faz. Talvez até nos sentaríamos lado a lado e e naquele momento de lapso trocaríamos uma experiencia que logo seria esquecida, mas que contribuiria para o que somos e nos tornamos a ser.

Neil Gaiman quase nos faz acreditar que em seu romance narrado por um homem de meia idade, no qual o nome não importa – poderia ser eu, você, seu pai, qualquer pessoa nesse mundo – possa ser um livro policial, mas no qual logo se quebra a impressão, voltando ao universo fantasioso, que o autor é tão bom em escrever, e embarca-nos em uma aventura que poderia muito bem esta adormecida em nossas mentes. Voltando na idade dos seus sete anos de idade morando em uma fazenda com a irmã mais nova e seus pais, você poderá sentir medo, sorrir, ficar agoniado e mesmo com falta de ar quando se lembrar de quanto um pequeno ser pode se sentir ameaçado e pressionado pelo mundo dos adultos.

Não é atoa que nossas experiencias como crianças são responsáveis pelo que nos tornamos. Nossos atos de alguma forma sempre levaram ao principio de tudo, onde traumas e amizades se fazem para sempre, assim como nossas escolhas nos perseguirão até o fim.

Posso dizer que o Oceano No Fim do Caminho é um livro de fantasia para adultos, para um choque de imaginário chegue a estas mentes que podem esta desacostumadas a pensar o quanto um pouco de fantasia ainda é importante. Um lembrete para que não apaguemos esta parcela de imaginação da mente de nossas crianças. Ninguém esta realmente pronto para crescer, mas ainda sim é necessário.

Aspectos gerais do livro

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Capa

Sei que não se deve julgar um livro pela capa, mas isso é indiscutível quando uma capa com uma imagem tão linda e que super combina com a historia, faz com que a leitura e o prazer de adquirir o livro aumente em boas porcentagens.

Mas para mim mais linda que a capa, a foto da contracapa consegue dialogar mais com a historia ainda, e seria muito bom vê-la em destaque – como capa – em alguma edição do livro.

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Com páginas amarelas e letras no tamanho ideal – nem tão grande que faça você se sentir lendo um livro infantil, nem tão pequena que meus óculos não funcionem – faz com que a leitura seja fluida. Com capítulos não tão extensos de permite abrir o livro e ler cada um em poucos minutos em uma sentada na fila do banco, ou em um trajeto de ônibus.

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Da editora Intrínseca devo dar o meus parabéns pelo marketing com o livro, que só adquiri depois de ler os 2 primeiros capítulos que vem gratuitamente junto com o e-book do conto do Neil Gaiman “Como Falar com Garotas em Festas” que é encontrado facilmente na internet e te faz ficar louco de curiosidade para saber como termina essa historia.

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Número de paginas: 205

ISBN 978-85-8057-368-8

Para quem se interessou pela fotografia da capa, pode encontrar mais a respeito no site do fotógrafo: http://www.lanecoder.com/

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